Vocação deve ocupar o centro da missão da Igreja, afirma padre Mauro Negro em Assembleia Regional

Mauro Negro durante Assembleia Regional dos Missionários da Consolata. (Foto: Francisco Viafara)

Religioso refletiu sobre os desafios da pastoral vocacional em meio às transformações culturais e sociais do mundo contemporâneo

Por Redação

Os desafios da vocação sacerdotal e religiosa no contexto atual foram tema da reflexão conduzida pelo padre Mauro Negro durante o terceiro dia da Assembleia Regional dos Missionários da Consolata – Região Brasil, realizada nesta quarta-feira, 21 de maio, em São Paulo, SP.

Professor das Sagradas Escrituras na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e no ITESP, o religioso dos Oblatos de São José (OSJ) conduziu uma análise sobre os caminhos da pastoral vocacional diante das mudanças culturais, sociais e religiosas das últimas décadas.

A Assembleia Regional reúne os missionários da Consolata desde o dia 19 de maio e segue até esta quinta-feira, 22. Os missionários que atuam na Amazônia, incluindo Manaus e Roraima, acompanham os encontros de forma on-line. Também participam da Assembleia o Superior Geral dos Missionários da Consolata, padre James Lengarin, e o vice-superior geral, padre Michelangelo Piovano, que concluem no Brasil a visita canônica iniciada em abril.

Ao longo da reflexão, padre Mauro utilizou a parábola do semeador, do Evangelho de Mateus, para abordar a missão da Igreja na promoção vocacional. Segundo ele, o cenário contemporâneo exige discernimento, testemunho e clareza na evangelização.

O sacerdote chamou atenção para o risco de a vocação ser tratada como apenas mais uma atividade pastoral dentro das comunidades e congregações. Para ele, é necessário recolocar a promoção vocacional no centro da vida missionária e eclesial.

“A Vocação é prioridade ou não é? A semeadura é prioridade ou não é?”, questionou.

Padre Mauro também refletiu sobre os impactos das transformações tecnológicas, das redes sociais e das mudanças culturais na vivência da fé, observando que o excesso de informações e discursos muitas vezes dificulta uma experiência profunda com Deus.

Segundo ele, a Igreja é chamada a fortalecer o testemunho e investir em processos formativos sólidos, capazes de unir espiritualidade, inteligência e maturidade humana.

“Sem o cultivo da Fé como Virtude, como resposta de Inteligência e de Afeto, não pode haver direção, caminho aceito e vivenciado”, afirmou.

Na parte final de sua reflexão, o religioso destacou que a vocação nasce da experiência concreta da fé e da relação pessoal com Cristo, recordando que a missão da Igreja continua sendo a de semear, mesmo diante das incertezas do tempo presente.

“A Vocação é uma expressão de Fé. E a Fé é uma Vocação”, concluiu.

A Assembleia Regional dos Missionários da Consolata segue com momentos de partilha, planejamento missionário e reflexão sobre os desafios da missão no Brasil.

Compartilhe:

Conteúdo Relacionado