Padre Antonio Benítez: “O Jubileu: agradecer a Deus e crescer na fé”
Padre Antonio Benítez: “Podemos fazer muitas coisas, mas todas devem ser movidas pela potência de Deus”. (Foto: Jaime C. Patias)
Nascido em Bogotá, na Colômbia, em 1967, o padre Antonio María Benítez Arévalo cresceu em uma família cristã seguindo o exemplo dos pais, Carlos Alberto e Maria Teresa, “pessoas de fé, solidárias e próximas dos outros em suas necessidades”.
Antonio Benítez entrou no seminário propedêutico dos Missionários da Consolata na cidade de Cartagena em 1989. Posteriormente, estudou filosofia e teologia em Bogotá, concluindo os estudos com uma especialização na Espanha. Sua ordenação sacerdotal foi celebrada em Bogotá no dia 11 de setembro de 1999. Em missão, padre Benítez esteve na Inglaterra para estudar inglês, depois trabalhou na Etiópia durante 12 anos (em dois períodos), além de atuar na Colômbia, Equador, Quênia, Espanha e Itália. Desde 3 de fevereiro deste ano, o missionário está em Elche, na Espanha.
Quando este vídeo foi gravado, em setembro de 2025, durante o curso de formação permanente (G25) em Roma, padre Antonio Benítez trabalhava na casa natal de São José Allamano, em Castelnuovo Don Bosco, na Itália. Junto com o colega, padre Pietro Trabucco, além de acolher os visitantes na casa do Fundador, dedicava-se ao trabalho pastoral em três paróquias e à animação missionária na diocese de Asti.
Casa natal do Santo Fundador
“O trabalho na casa natal de São José Allamano consiste em testemunhar como este homem, a partir da Igreja local, promoveu a dimensão missionária. Por esse motivo, a casa acolhe diversos grupos, não apenas ligados aos missionários e missionárias da Consolata, mas também sacerdotes salesianos e outras realidades eclesiais que desejam conhecer o carisma deixado por São José Allamano”, explica padre Benítez.
Com a canonização, em 20 de outubro de 2024, a casa passou por uma reorganização e renovação “que permitem aos visitantes, especialmente crianças e jovens, entrar e conhecer o carisma deste grande homem e, sobretudo, descobrir a própria vocação pessoal para se tornarem missionários”.
Tudo isso mostra “como Allamano influenciou a vida de tantas pessoas e continua influenciando. Isso é muito importante porque, com a canonização, São José Allamano foi reconhecido como patrimônio não apenas dos missionários e missionárias da Consolata, mas também da Igreja”.
“Acolhemos com alegria os jovens curiosos para descobrir essa figura e a nova apresentação audiovisual moderna, introduzida pela própria voz de Allamano, que recorda a solidariedade, um valor que infelizmente, no atual contexto de guerras e conflitos, está em perigo. Mas que, graças ao compromisso das congregações religiosas e dos grupos pastorais, permitiu revitalizar esse empenho em construir uma nova humanidade mais solidária e mais humana”, destaca o religioso.
“Agradeço ao Senhor porque este foi um momento de enriquecimento pessoal, sobretudo após percorrer os diversos ambientes da casa que destacam diferentes aspectos de São José Allamano e se concluem diante de uma janela digital aberta para o mundo inteiro. Isso nos interpela, como cristãos e como seres humanos, a reconhecer que o outro não é um problema para mim, que o outro é diferente, mas me enriquece e, assim, nos projeta para a unidade universal, para a fraternidade universal também expressa na bela oração do Pai-Nosso”.
O Jubileu sacerdotal
Ao participar do curso G25 para os missionários que celebram o Jubileu (25 anos) de ordenação sacerdotal ou de vida religiosa para os irmãos, padre Antonio Benítez afirma que foi “um momento de graça, especialmente para mim, de gratidão por tudo aquilo que vivi, por tudo o que o Senhor me permitiu aprender e descobrir nestes anos. Tive a oportunidade de reencontrar colegas que, anos atrás, haviam iniciado um caminho junto comigo e com quem agora pudemos nos enriquecer graças a este curso”, observa.
“Foi também uma peregrinação na qual a esperança nos impulsiona a seguir em frente, colocando-nos neste caminho para ir ao encontro do outro”. O curso de atualização “foi também um percurso de tomada de consciência de nossas fragilidades e do nosso crescimento na fé. Anos atrás iniciei este caminho e não imaginava fazer tantas coisas, e era tentado a pensar que muitas delas dependiam de mim. Neste ponto, o Jubileu nos permite reconhecer que podemos fazer muitas coisas, mas todas devem ser movidas pela potência de Deus”.
Essa atitude “nos torna mais humildes, faz-nos reconhecer que Ele é verdadeiramente o protagonista da missão. Por isso, considero que este momento de Jubileu nos permitiu agradecer a Deus e crescer em nosso caminho de fé”, conclui padre Antonio Benítez.
* Padre Jaime C. Patias, IMC, Escritório para a Comunicação.