Curso G50: meio século de missão e a mesma disposição de sempre

09 de outubro de 2026

Por Giacomo Mazzotti *

Um conhecido aforismo popular diz: “No fim, as coisas são bonitas porque sabemos que acabam”. Foi assim também com a experiência do Curso de Formação Contínua G50, realizado em Roma, durante o mês de setembro de 2026.

Sabíamos disso desde o início, quando chegamos de várias partes do mundo à Casa Geral. Ainda não imaginávamos o que nos aguardava nessa caminhada, que procuramos contar ao longo de todo o mês do curso, por meio de crônicas um pouco irreverentes.

A síntese de todo esse percurso foi a celebração da Missa própria de Nossa Senhora Consolata, no sábado, 26 de setembro. A celebração teve início no auditório, local que acolheu a maior parte das atividades do grupo. O padre James Lengarin, Superior-Geral, presidiu a celebração e abriu a procissão levando a relíquia de São José Allamano. Atrás dele, seguiram a tocha do Centenário, o banner do G50 com os dez participantes do curso, cada um segurando uma pequena vela apagada, e o numeroso grupo de missionários da Casa Geral.

As leituras litúrgicas, extraídas do livro do profeta Sofonias (3,14-17) e do Evangelho da Visitação (Lucas 1,39-48), inspiraram a intensa homilia do Superior-Geral, centrada no profundo significado do G50. Sua mensagem pode ser resumida neste mandato: “Como Maria, continuem a se levantar e a partir. Como Isabel, saibam fazer exultar aqueles que encontrarem. Como Sofonias, continuem a acreditar que Deus dança de alegria por seu povo”.

“A missão não é uma ideia, é um movimento; não é um título, é um caminho; não é um privilégio, é um serviço”, afirmou o padre James Lengarin. E acrescentou: “Nestes cinquenta anos de sacerdócio, vocês viveram essa mesma dinâmica: levantaram-se e partiram. Entraram nas casas, nas periferias, nas culturas e nas feridas da humanidade. Levaram Cristo não como teoria, mas como presença. A Visitação é a história de vocês: uma história de passos, de quilômetros, de encontros, de mãos estendidas, de consolação oferecida e recebida”, recordou.

Ao agradecer aos missionários participantes do curso G50, o padre Lengarin reafirmou: “A presença de vocês, seu testemunho e sua fidelidade são, para todos nós, um sinal luminoso da graça que atua na história pessoal e comunitária. Cinquenta anos de ministério e de vida doada não são apenas uma meta alcançada: são um altar de memória, um poço de experiência e uma porta aberta para o futuro”.

“Peçamos ao Senhor um dom simples e audacioso: a graça de sermos visitadores e consoladores, homens que levam Cristo com a pressa do amor e a alegria do Evangelho”, concluiu o Superior-Geral.

A renovação da profissão religiosa

Três gestos significativos marcaram o momento em que os missionários participantes do curso, com uma vela e o texto da profissão religiosa nas mãos, renovaram seus votos:

O acendimento das velas: a partir da tocha do Centenário, para que a luz do Espírito continue a guiar os missionários jubilares pelos caminhos do mundo, como consagrados ad gentes, isto é, enviados a todos os povos.

A imposição das mãos: realizada pelo Superior-Geral, sucessor do santo fundador, José Allamano, como transmissão de seu carisma e sinal de comunhão com todo o Instituto.

A renovação da profissão religiosa: destinada a alimentar o fogo da missão, o entusiasmo pelo Evangelho e o compromisso de serem testemunhas autênticas entre os jovens e em suas respectivas comunidades.

Logo após a oração que se segue à comunhão, a celebração abriu espaço para os merecidos e sinceros agradecimentos.

Um representante do G50 leu uma extensa mensagem dirigida aos confrades missionários de hoje e de amanhã.

O padre Mathews, em nome da Direção-Geral e como principal responsável pelo curso, expressou a gratidão de todos àqueles que tornaram possível essa experiência. Destacou especialmente os membros da Casa Geral, em particular os padres Osvaldo Coppola e Gabriele Casadei, pela acolhida fraterna e atenciosa.

Por fim, o Superior-Geral abraçou cada participante do curso e entregou-lhe uma pequena lembrança daquele “mês romano”.

O canto final dedicado a Nossa Senhora Consolata e a tradicional fotografia dos missionários jubilares ao redor do altar selaram a solene celebração. Despedimo-nos, assim, desses nossos irmãos que, “ricos em anos”, mas visivelmente rejuvenescidos no espírito, retornam agora ao precioso trabalho na vinha do Senhor.

Padre Giacomo Mazzotti, IMC, equipe de comunicação do Curso G50.

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