Família Consolata se despede do padre Durvalino Condicelli

08 de setembro de 2026

 

Faleceu dia 7 de setembro, padre “Durva”, como era conhecido o missionário da Consolata, Durvalino Condicelli.

Por Redação

Os Missionários da Consolata despedem-se do padre Durvalino Condicelli, imc, falecido na noite de 7 de setembro de 2026, na Casa Regional, em São Paulo, aos 84 anos. Natural de São Manuel (SP), terra onde teve início a presença dos Missionários da Consolata no Brasil, padre Durvalino tinha 59 anos de vida religiosa e 52 anos de ministério sacerdotal dedicados à formação, à animação missionária e vocacional e ao serviço pastoral em diferentes comunidades.

Ao longo de sua trajetória, atuou em Manaus (AM), Rio do Oeste (SC), Curitiba e Cascavel (PR), São Paulo e São Manuel (SP), exercendo funções como formador, animador missionário, pároco, vigário, secretário regional e superior de comunidades. Sua disponibilidade para servir marcou toda a sua caminhada missionária.

Mais do que os cargos exercidos, permanece a lembrança de um missionário alegre, próximo e acolhedor, como testemunham aqueles que conviveram com ele.

Para o padre Jaime Patias, imc, responsável pela comunicação do Instituto Missões Consolata, padre. Durvalino era "um missionário brincalhão, amigo e generoso". Recorda sua proximidade com os seminaristas, a paixão pela música, o entusiasmo na pastoral e a dedicação ao carisma ad gentes. "Cumpria sua missão com entusiasmo e dedicação", afirma.

Em São Manuel (SP), Patrícia Beghi recorda o sacerdote que despertou nela o amor pela catequese e pela missão. "Gostava de pescar, mas foi mesmo um grande pescador de homens", resume. Segundo ela, Pe. Durvalino ensinava que "não basta ser cristão, é preciso ser missionário" e transmitia profundo amor por Santa Teresinha e por Nossa Senhora Consolata.

Em Cascavel (PR), Gustavo Tasoniero lembra o amigo, "palmeirense, truqueiro e missionário por excelência", que acompanhou momentos importantes de sua família, celebrando seu matrimônio e o batismo de um de seus filhos.

O padre João Monteiro da Felícia, imc, que o conheceu em 1974, destaca seu bom humor e facilidade de relacionamento. "Piadinha pronta, sorriso largo. Era muito alegre. Era bom estar com ele", recorda. Também ressalta o legado deixado por seus materiais de formação pastoral e conclui sua homenagem com simplicidade: "Paz, irmão Durva".

A jornalista Maria Emerenciana Raia, da Revista Missões, guarda a lembrança de um sacerdote amigo, simples e sempre sorridente durante sua passagem pela Paróquia Nossa Senhora Consolata, em São Paulo. "Era difícil vê-lo triste. Sempre alegre e animado", recorda. Para ela, padre Durvalino foi "um autêntico missionário, a exemplo de São José Allamano", que procurava fazer "o bem bem feito, na simplicidade do dia a dia".

O padre Lírio Girardi, imc, companheiro desde os tempos de formação, destaca uma característica marcante do missionário: sua disponibilidade. O próprio padre Durvalino dizia ser um "coringa", sempre pronto para assumir qualquer missão. Segundo padre Lírio, sua grande marca foi a obediência, vivendo com confiança a vontade de Deus manifestada por meio dos superiores.

Para o casal Raimundo Tomé e Luiza Venancio, de São Paulo, padre Durvalino era um grande amigo. Raimundo o conheceu quando saiu do seminário e veio para a capital, nos anos 70. Durvalino foi seu professor. Quando o casal começou a participar da Paróquia Nossa Senhora Consolata, padre Durvalino era pároco (2001 a 2004) e os convidou para participar da Pastoral do Batismo. Juntos, fizeram muitos passeios, inclusive para Barra Bonita, quando padre Durvalino já havia voltado para São Manuel.   

Inácio Ovigli, de São Paulo, conheceu o padre Durvalino quando era adolescente, criando uma amizade de profundas raízes. “Era um bom palmeirense, pescador contumaz, excelente ponta esquerda nos tempos áureos de Seminário. Sinto muito em perdê-lo, mas agradeço por ter sido seu amigo todo esse tempo”.  

A vida de padre Durvalino foi marcada pela alegria, pela amizade, pela simplicidade e por uma disponibilidade constante para servir onde o Instituto mais necessitava. Sua história permanece como testemunho de um missionário que fez do anúncio do Evangelho sua razão de viver e que deixa um legado de proximidade, dedicação e esperança para todos aqueles que tiveram a graça de caminhar ao seu lado.

As celebrações de despedida serão realizadas na Casa Regional e na Paróquia Nossa Senhora Consolata, em São Paulo, antes do traslado para São Manuel (SP), onde será celebrada a missa de exéquias e o sepultamento.

 

Programação das celebrações e sepultamento:

Dia 9 de setembro, quarta-feira:

Missa de corpo presente na Capela da Casa Regional em São Paulo - 7h

Missa de corpo presente na Paróquia Nossa Senhora Consolata em São Paulo - 10h

Após o término da celebração eucarística na Paróquia, traslado do corpo para São Manuel, SP

Missa de corpo presente na igreja matriz de São Manuel - 19h30 

Dia 10 de setembro, quinta-feira:

Missa de corpo presente na igreja matriz de São Manuel -7h

Sepultamento no cemitério de São Manuel - 9h

 “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, mesmo que morra, viverá”. Jo 11,25

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