O perdão, caminho de humanização e santidade
A Paróquia Nossa Senhora Consolata de São Paulo proporciona retiro aos alunos da Escola Missionária da Fé.
Entre os dias 31 de julho e 2 de agosto, 35 pessoas participaram de um retiro no Centro Mariápolis Gineta, em Vargem Grande Paulista, a cerca de 55 km de São Paulo, capital do estado de mesmo nome.
Dos presentes, 32 eram alunos da Escola Missionária da Fé, da Paróquia Nossa Senhora Consolata, do Jardim São Bento, em São Paulo. Padre Maurício Guevara, missionário da Consolata e reitor do Seminário Teológico João Batista Bisio foi o pregador, acompanhado pelos seminaristas Isackius Rweyemamu e Marciano Salu. A ideia partiu de uma das alunas da escola, Andrea Galera, que manifestou o desejo de participar de um retiro de três dias. Padre Maurício, professor do curso, sugeriu que se fizesse um retiro com todos os alunos da Escola Missionária.
O Centro Mariápolis Gineta foi o local escolhido, por tratar-se de um complexo de edifícios preparado para receber grupos que se propõem a aprofundar a espiritualidade. Possui uma estrutura muito bem organizada, que propicia o encontro consigo mesmo, espaço para meditação e proximidade com a natureza.
O tema do retiro foi “O perdão como caminho de humanização e santidade”, em sintonia com aquele trabalhado durante todo o ano por padre Maurício, na Escola Missionária da Fé da Paróquia: “Iniciação à espiritualidade das pequenas coisas na Bíblia e em São José Allamano”.
A Escola Missionária da Fé oferece formação e espiritualidade aos membros das pastorais e paroquianos em geral. Com mais de dez anos de existência, a Escola já proporcionou formação sobre os evangelistas, as cartas paulinas, o livro do Êxodo, e o Jubileu da Esperança, dentre outros assuntos.
Cura, liberdade e recriação
No retiro, padre Maurício conduziu os presentes a refletirem sobre “A verdade que cura”, fazendo com que cada um mergulhasse em sua própria história para reencontrar-se com as feridas que ainda governam a existência de cada um. As feridas, às vezes, decidem a maneira como amamos, como desconfiamos, como educamos os filhos, como rezamos, como reagimos às críticas e como interpretamos os silêncios.
Num segundo momento, a reflexão foi sobre “A liberdade que perdoa”, no intuito de sair da prisão das feridas do passado, mostrando que Deus não nos chama a esquecer o caminho percorrido, porém, nos chama a caminhar sem arrastar as mochilas ou fardos que não precisamos carregar.
No momento seguinte, a reflexão foi sobre “A misericórdia que recria”, conduzindo os presentes ao encontro de Deus que considera cada um de nós como seu filho amado. Talvez seja isso a santidade, não viver sem feridas, mas viver de tal maneira reconciliado que nenhuma ferida seja mais forte do que o Amor que nos chamou pelo nome desde o princípio.
Como conclusão das reflexões, ficou a ideia de que o perdão nunca é apenas uma resposta ao passado. É uma espiritualidade para o futuro. É um modo de viver. É uma forma de amar. É uma escola de santidade.
Retirar-se para refletir sobre as feridas que carregamos, fazer uma pausa nas atividades do cotidiano, reencontrar-se consigo mesmo e com Deus! Esses foram os objetivos do retiro com os alunos da Escola Missionária da Fé da Paróquia Nossa Senhora Consolata do Jardim São Bento, São Paulo.
Maria Emerenciana Raia é editora da revista Missões e membro da Escola Missionária da Fé da Paróquia Nossa Senhora Consolata, São Paulo.