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Jovem Missionário no Equador

Queridos\as amigos\as, há 40 dias estou nesta linda comunidade dos missionários da Consolata que está no Bairro (que aqui chamam Parroquia) de Palma Roja, no Município (que aqui chamam Cantón) de Putumayo, no Estado (que aqui chamam Provincia) de Sucumbíos, no Equador (que aqui se escreve Ecuador)….

Estou convivendo com um grupo de 6 formandos que estão fazendo a etapa do propedêutico e com o Pe. Armando Olaya, imc. Além de colaborar na formação e partilhar da vida com os formandos, fui nomeado administrador da equipe missionária daqui (que conta também com o Pe. Antonio Benítez, imc, que atualmente está ajudando no Seminário Diocesano) e estou começando a visitar as comunidades indígenas Kichwas (se pronuncia Quitchua), acompanhar um grupo de jovens Kichwa e a Pastoral de Fronteiras (num encontro no mês de março, em Bogotá – Colômbia, fui nomeado para ajudar na reflexão e coordenação da equipe dos missionários, missionárias e leigos missionários da Consolata que trabalham na fronteira Equador-Colômbia-Perú). Por enquanto, estou na fase de estudo do espanhol e da língua Kichwa, da história desta Igreja-comunidade de ISAMIS (Iglesia de San Miguel de Sucumbíos) e de conhecer as comunidades indígenas da etnia Kichwa que vivem às margens dos rios San Miguel e Putumayo.

 

Já visitei algumas comunidades e neste período da Semana Santa (sairei quarta-feira, dia 13 de abril) visitarei e estarei celebrando com as 13 comunidades Kichwas do Rio San Miguel. Posteriormente, espero conhecer as 10 comunidades Kichwas que estão no Rio Putumayo. Ademais, peço vossas orações pelo Vicariato Apostólico de Sucumbíos, que está sofrendo muito desde a saída do bispo Dom Gonzalo López Marañón (que pediu renúncia após completar 75 anos) e a nomeação do Pe. Rafael Ibarguren Schindler, EP (da Sociedade de Vida Apostólica “Virgo Flos Carmeli” – Arautos do Evangelho, que no Equador também são conhecidos como “Cavalheiros da Virgem”) como Administrador Apostólico. Este e os demais Arautos do Evangelho (com seu método pastoral) não foi aceitos pelas principais lideranças católicas, nem pelo Governo equatoriano, que quase gerou uma crise diplomática entre o Vaticano e o Equador. A divisão aumenta cada vez mais e encontra-se dificuldades de diálogo entre as partes. Que em suas orações tenha em conta esta profética igreja de Sucumbíos (informações no blog www.isamis2010.blogspot.com – e posteriormente enviarei mais notícias).

Por enquanto é o que tenho para partilhar com vocês… e para dizer-lhes que estou muito feliz por este tempo favorável que o Senhor preparou para mim… em breve, dentro das possibilidades de acesso à internet ou outros meios, envio mais notícias… (seguem algumas fotos para que conheçam a comunidade onde vivo e o caminho para uma comunidade Kichwa)…

Um grande abraço e que Deus continue a lhes abençoar e iluminar neste caminho final de Quaresma e entrando na Semana Santa… Desde já lhes desejo uma Feliz Semana Santa e uma Santa Páscoa a vocês…

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Categoria: Formação Missionária

Comentários (2)

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  1. Roberto Aires disse:

    Tenho acompanhado o caso, as explanações dos dois lados. Não tenho procuração para falar pelos arautos, mas tendo juízo crítico, sinto-me no dever de questionar certas ‘verdades estabelecidas’. Li este texto, mas pareceu-me insuficiente e, até, parcial. Há outras coisas muito estranhas acontecendo lá: há relatos de 200 pessoas ligadas a sindicatos e a movimentos sociais acampadas há meses em frente à Catedral pleiteando a saída do administrador apostólico (não trabalham? No Brasil, também temos a triste figura dos ‘piqueteiros profissionais’, empregados ou contratados de sindicatos), enquanto milhares de fiéis católicos, na maior manifestação pública, saem em marcha para apoiá-lo e ao Papa Bento XVI, responsável pela nomeação. Leio declarações de lideranças dos franciscanos conventuais, dos coraçonistas, de outros religiosos, de movimentos apostólicos, apoiando o administrador. Estão todos errados? Não me parece, à primeira vista, que a maioria da população católica de Sucumbíos queira a saída do administrador e dos arautos (se assim fosse, a situação deles seria insustentável), mas um grupo bem articulado, inclusive politicamente, contrariado com a nomeação de alguém que não era do seu ‘perfil’. Outro ponto relevante: seria um absurdo a Igreja intervir nas eleições dos sindicatos e ONG´s, e mesmo as presidenciais, impugnar candidatos, etc. Isso é de um clericalismo há muito superado. Ora, é esse mesmo absurdo que está se verificando no sentido inverso agora, com partidários do Rafael Correa – que possui posições próximas ao do Hugo Chavez, da Venezuela – ao querer intervir na vida interna da Igreja. Aliás, essa do presidente do Equador dizer que vetará designações episcopais e o trabalho de congregações religiosas ‘não progressistas’ que não lhe agradarem é reveladora de sua índole autoritária. Só falta ele dar uma de Henrique VIII e se proclamar Chefe da Igreja no Equador. Sem dúvida, como o ditador da Inglaterra, terá seus seguidores. Atualmente, só um país no mundo faz isso: a ditadura comunista chinesa, que também ‘prende e arrebenta’ os bispos, sacerdotes e leigos fiéis à Santa Sé. Só faltava essa: um político populista em pleno Século XXI arrogar-se no direito de intervir na vida interna da Igreja, através de seus cabos eleitorais. Isso é uma volta à Idade Média, como a intromissão dos príncipes, com todas as nefastas consequências registradas na História da Igreja. Algo está errado, muito errado, nessa história toda. E não só do lado dos arautos, que, aliás, não estão revidando os ataques recebidos e, assim, vão conquistando a população.

  2. Eliana disse:

    Julio!!!!

    È uma grande alegria ler o seu relato, e alegria maior ainda em ver que a MIssão está sendo levada por pessoas amam a Cristo e o seu povo, que é exatamente o que vemos em você.

    Mesmo com Muuuuuiiitas Saudades!! O pessoal daqui de Mauá se alegra com você.

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